Pesquisadores avaliam estudo sobre dengue em Araraquara

Durante três anos, profissionais de saúde de várias instituições acompanharão 3,4 mil crianças e adolescentes e aprofundarão estudos sobre a doença

Fotógrafo: João Carlos
26/11/2014 - 02h05

Os pesquisadores Claudio Pannuti, chefe do Departamento de Virologia do Instituto de Medicina Tropical da USP (Universidade de São Paulo), e Expedito Luna, professor do mesmo Instituto, estarão em Araraquara, na tarde desta quarta-feira (26), para uma avaliação do Projeto de Pesquisa sobre Dengue. O projeto conta com o médico Walter Manso Figueiredo e a enfermeira Ângela Aparecida Costa como coordenadores de campo, e com as enfermeiras Mariana Câmara e Aline Faria como assistentes de coordenação. 

Iniciado em agosto, em parceria com a Universidade Federal de Goiânia (UFG), Sesa (Serviço Especial de Saúde de Araraquara) e Prefeitura, por meio da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, o projeto visa estudar a incidência da dengue, aumentar o conhecimento de sua ocorrência e aprimorar as estratégias de controle. 

O estudo prevê a coleta de amostras de sangue de cerca de 3.400 crianças e adolescentes da cidade, entre dois e 16 anos, para verificar os que já foram acometidas pela dengue no passado, mesmo aqueles que eventualmente não apresentaram sintomas clássicos da doença. 

As crianças serão acompanhadas e monitoradas por três anos, com a realização de exames anuais, para saber se adquiriram a doença nesse período. Outro fator importante do estudo é que sempre que houver a ocorrência de febre (ou seja, temperatura superior a 37,5o C), os pesquisados serão submetidos a exames de última geração para um melhor diagnóstico sobre o problema. 

Todo diagnóstico permitirá verificar rapidamente a dengue e, uma vez confirmada a doença, será garantido o acompanhamento médico, além de outros exames complementares, que ajudarão na condução do caso. 

Para o prefeito Marcelo Barbieri, a pesquisa realizada em Araraquara é de suma importância em âmbito nacional e internacional. “É um estudo fundamental para o Brasil e para outros países que sofrem as consequências da dengue”, enfatiza Marcelo. 

Equipes 

Atualmente, vinte profissionais de saúde, altamente capacitados e devidamente identificados, atuam de 2ª a 6ª feira nos bairros de Araraquara, das 16h às 20h, e eventualmente aos sábados pela manhã, fazendo entrevistas e coletas no próprio domicílio dos envolvidos no projeto. 

A base operacional do estudo está montada no Sesa, local da reunião de avaliação desta quarta-feira, na Rua Itália, Centro da cidade.