Visando atender demanda social de vizinhos do prédio desativado, administração tenta viabilizar ação junto com Ministério Público
Fotógrafo: Sergio Pierri
25/02/2015 - 23h35
A Prefeitura está tentando viabilizar, junto ao Ministério Público (MP), uma forma de resolver uma demanda social apresentada por moradores vizinhos do antigo Tropical Shopping, localizado próximo ao Terminal Rodoviário de Passageiros e desativado há cerca de oito anos em Araraquara.
De acordo com o secretário municipal de Governo, Aluísio Braz, o Boi, a Prefeitura estuda ocupar legalmente uma parte do prédio desativado, transferindo para o local, inicialmente, parte da Secretaria Municipal da Educação, o NGSAT - Núcleo de Gestão, Suprimentos, Almoxarifado e Transportes (órgão da Secretaria da Educação).
“Em parceria com o MP chegamos a conclusão de que essa seria uma boa alternativa para resolver um problema da nossa população, que sofre com o abandono do prédio, que é particular, e que traz como consequência a marginalização para a região”, disse Boi. Além disso, ele informou que o local deverá receber segurança, e que, dentro da lei, se for necessário, a Prefeitura fará a ocupação definitiva.
A pedido do prefeito Marcelo Barbieri, Boi, visitou o local, na manhã da quarta-feira (25), para analisar a questão, acompanhado dos também secretários municipais Arary Ferreira (Educação) e Valter Rozatto (Obras e Serviços Públicos), além da coordenadora do NGSAT, Adriana Grifoni.
Segundo Boi, os empresários, proprietários do antigo shopping, já foram comunicados sobre a proposta pelo MP e deverão se reunir com o Prefeito no início da próxima semana. A ideia é que o grupo de empresários custeie a reforma do local para abrigar alguns setores do município, que hoje ocupam espaços alugados. O projeto prevê, inicialmente, um benefício econômico de até R$15 mil por mês para os cofres públicos.
O secretário acrescentou que os empresários possuem débitos nas esferas municipal, estadual e federal, e que, independente do acordo, as dívidas continuarão sendo cobradas pela Justiça. “Estamos apenas no início do processo; tudo com aval da justiça, pensando em agregar melhorias à qualidade de vida das pessoas. Penso que, antes do processo terminar, qualquer julgamento poderá ocorrer de forma precipitada”, concluiu.