Centro Afro Mestre Jorge será inaugurado oficialmente nesta quinta (05)

05/03/2015 - 00h56

Inauguração

A Secretaria Municipal da Articulação Institucional e da Participação Popular na quinta-feira (05), às 19 horas, entrega oficialmente a nova sede do Centro de Referência Afro Mestre Jorge. O espaço traz os serviços oferecidos pelo Telecentro Afro e também a volta da Biblioteca Afro para a cidade, além das oficinas culturais realizadas no local.

A nova sede conta com um investimento de R$ 120 mil, liberado pelo governador Geraldo Alckmin, o ano passado. A verba foi indicada pela deputada estadual Leci Brandão e foi utilizada para a estruturação do Centro, através da compra de mobília. Entre os equipamentos adquiridos, destacam-se: cadeiras, notebook, projetor, equipamento de som, além de câmera fotográfica, filmadora, impressora, cavaquinho, pick up (DJ) – que serão utilizados nas oficinas realizadas no espaço.

O Centro de Referência Afro Mestre Jorge, em abril, irá iniciar diversos cursos gratuitos, como: Artesanato Afro, Samba Rock, Dança do Ventre, Afro Jazz, Tranças Africanas, Fotografia, Cavaquinho – entre outros. As inscrições devem ser divulgadas na última semana de março.

"O novo espaço dará mais conforto aos usuários. Vale ressaltar ainda que o Centro é referência nacional pela estrutura oferecida", comenta o prefeito Marcelo Barbieri.

A coordenadora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Alessandra de Cássia Laurindo, disse que várias lideranças do movimento negro do Estado já confirmaram a presença e "todos estão convidados para prestigiar esse ato que será um marco para a história do movimento negro araraquarense e para todos que apóiam a campanha realizada desde novembro que é: Araraquara, a Morada do Sol e não do Racismo."

O endereço do Centro de Referência Afro é Avenida Feijó, nº 223, entre as ruas Zero e Um, no Centro de Araraquara. O evento é destinado a quaisquer pessoas interessadas.

 

Biblioteca Afro - Segundo a coordenadora, o evento conta com a reinauguração do Telecentro Afro e também da Biblioteca Afro Professor Eduardo de Oliveira. “A biblioteca é um espaço voltado para a pesquisa de livros que envolvem a questão racial e também autores negros, sendo de acesso livre a todos, independente da cor, etnia, ou opção política”, explica.

De acordo com Alessandra, a biblioteca recebe o nome do professor Eduardo de Oliveira por ele ter dedicado sua vida à causa da igualdade racial e da defesa dos direitos humanos. “Ele foi um ícone do Movimento Negro, combatendo a injustiça, a discriminação e o preconceito com um discurso fraterno, de igualdade e não violência”.

Advogado, jornalista, professor e poeta, Eduardo de Oliveira foi autor do “Hino à Negritude” e publicou mais de dez livros, sendo também fundador do Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB). O professor faleceu aos 86 anos no dia 12 de julho de 2012.

Alessandra enumera que a Biblioteca Afro possui 396 livros específicos sobre a questão racial e soma mais de 500 exemplares, com títulos variados, incluindo revistas, jornais e edições que trabalham Políticas Públicas e Direitos Humanos. “Existem ainda periódicos com temáticas raciais voltados para saúde da população negra, SOS Racismo e também literatura Afro Infantil”, pontua.

Os livros são originários de doações realizadas pela própria população, ONGs, editoras, Secretaria Estadual de Cultura e SEPPIR (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), do Governo Federal.

Para se associar, basta preencher um cadastro para efetuar a carteirinha, sem a cobrança de taxas. É necessário apresentar um comprovante de endereço e o RG no ato da associação.

Vale lembrar que o Telecentro Centro Afro visa a promover a inclusão digital e social da comunidade atendida, possibilitando o uso gratuito dos equipamentos por parte da população, que também receberá cursos de informática básica e oficinas especiais.