Vigilância Sanitária realiza campanha de orientação em postos de combustíveis

Fotógrafo: Tetê Viviani
19/03/2015 - 04h20

Campanha

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Sanitária e do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), realizou nesta quarta-feira (18) a campanha “Não Passe do Limite! Complete o tanque até o automático”. A ação foi idealizada pela Secretaria Estadual de Saúde e contou com a participação da Vigilância Sanitária Estadual. 

Durante a abordagem, que ocorreu em diversos postos de combustíveis da cidade, os agentes deram orientações a frentistas, proprietários e gerentes dos estabelecimentos comerciais sobre os riscos causados pela inalação de vapores de combustíveis durante o abastecimento de veículos. 

Nos locais visitados foram distribuídos e afixados materiais informativos. Os veículos devem ser abastecidos somente até o travamento automático das bombas. 

O vapor da gasolina contém diversas substâncias tóxicas. Em curto prazo de tempo, os vapores inalados podem provocar dor de cabeça, sonolência, tontura, náusea, vômito e irritação das vias respiratórias, pele e olhos. Já em longo prazo, pode gerar danos ao fígado e aos sistemas nervoso central e sanguíneo, câncer, defeitos genéticos e infertilidade. 

Para o frentista Valdemir Gomes, de 48 anos de idade e com a experiência adquirida nos 27 anos de trabalho com as bombas de combustíveis, a ação é correta e reforça o aprendizado em cursos técnicos. 

“Nós temos que cuidar da nossa saúde e evitar o contato com os excessos de combustíveis. Os fabricantes de veículos alertam que o tanque cheio demais pode travar a bóia e não permitir a leitura correta no indicador do painel do veículo”, relatou Gomes. 

De acordo com Sílvia Adalberto, da Vigilância Sanitária, a ação visa orientar e promover a saúde dos trabalhadores em postos de combustíveis.

“O frentista deve abastecer até o limite do automático da bomba e não aproximar o rosto do bocal. A gasolina e seus vapores prejudicam a saúde e, em longo prazo, provocam danos ao sistema nervoso central. Os excessos também interferem na qualidade do meio ambiente”, alerta Sílvia.