Emef Altamira recebe projeto Rio que Passa Lá, que conta história do Tietê

Alunos do Selmi Dei III se encantaram com teatro e literatura infantil de temática ambiental. Projeto deve percorrer cerca de 40 cidades com apresentações educativas

Fotógrafo: Tetê Viviani
21/03/2015 - 03h14

Teatro

A Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) “Altamira Amorim Mantese”, do Selmi Dei III, recebeu, nesta semana, duas apresentações teatrais e 400 exemplares do livro “Rio que Passa Lá”, espetáculo do grupo Último Tipo que conta a história do Rio Tietê. O projeto é uma realização do grupo e da Direção Cultura, com patrocínio da empresa Syngenta através da Lei de Incentivo ProAC/ICMS.

No espetáculo, o próprio Rio Tietê conta sua história, desde o nascimento, quando era um olho d’água, se transformando em córrego e riacho, até chegar a ser o rio que corta a cidade de São Paulo e segue viagem pelo interior do Estado. Nessa aventura, ele conhece a cultura de diversas cidades, sofre com o desrespeito com que é tratado nas grandes cidades e se alegra quando volta a ficar limpo e a desempenhar seu papel na natureza.

“A ideia é abordar a questão da degradação do rio através das cidades que ele corta e as lendas que permeiam as suas margens, então temos personagens como a Cabeludinha e o Unhudo, entre outros, que dão vida a essa história e são muito queridos pelas crianças”, explica Jára Carvalho, ator e produtor do Grupo.

O grupo de Campinas deve percorrer cerca de 40 cidades com o espetáculo “Rio que Passa Lá”, com apoio da Lei de Incentivo à Cultura. A Emef Altamira Amorim Mantese atende atualmente 530 estudantes do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental.

Livro

Com uma trajetória bem-sucedida, o Último Tipo, criado em Goiânia há 25 anos e radicado em Campinas há 17 anos, já soma um extenso repertório de peças que misturam música e teatro de forma inusitada e poética. O bom humor, a interatividade e a irreverência também são marcas fundamentais do grupo, que tem no seu espírito o teatro mambembe e o clown, fazendo frequentemente espetáculos de rua e apresentações itinerantes à moda dos trovadores medievais.

Déo Piti, Jara Carvalho, Lóra Brito e Velú Carvalho têm nos arranjos vocais sua base. Mas também utilizam muita percussão, que inclui instrumentos inusitados, como espátula de pedreiro, suporte de toalhas, concha de cozinha, cabaças, chocalhos de bebê, além de alguns que o próprio grupo cria, como o “Pifanite” e a “Cabaça de Touca”.