Técnico Leonardo Mendes e capitã Daiane avaliam vice-campeonato e início da temporada 2015

Apesar das mudanças sofridas, zagueira destaca garra da equipe e união entre atletas e comissão técnica

11/04/2015 - 04h30

A Ferroviária/Fundesport terminou o ano de 2014 como a grande campeã dos dois torneios nacionais disputados pelo futebol feminino no país: a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. Em seguida, precisou se reestruturar e se adaptar às diversas mudanças trazidas pelo novo ano, como a ausência de dez atletas – sete cedidas à seleção permanente (Luciana, Tayla, Monica, Rilany, Thaisa, Maurine e Raquel), Bia e Rafa Travalão contratadas pelo futebol norte-americano e Marina, que encerrou sua carreira como atleta profissional.

No início de 2015, as Guerreiras não conseguiram o bicampeonato, mas chegaram a mais uma importante final e ficaram com o vice-campeonato da Copa do Brasil. Para o técnico Leonardo Mendes, um resultado bastante positivo. “Após a saída das atletas, conseguimos organizar bem o time e fomos evoluindo dentro da competição. Porém, na reta final perdemos jogadoras importantes, Adriane Nenê, Paula, Paty e Tábatha, todas lesionadas, e tivemos que adaptar atletas em outras funções. Isso prejudicou bastante o rendimento nos últimos dois jogos, então não conseguimos seguir a evolução que estávamos tendo até a semifinal. Mas foi uma boa campanha. Chegar à final mostra que a equipe está no caminho certo, que continua trabalhando sério desde a diretoria, que ajudou a montar o elenco, até comissão técnica e atletas, que estão num nível muito bom. Nós estamos satisfeitos com o que construímos até agora”, avalia.

A capitã Daiane também considera que as mudanças na base do elenco e as lesões das atletas próximo à final afetaram o time. “É preciso voltar um pouco no tempo para fazer a análise. Em 2013 e 2014, nosso elenco se manteve basicamente o mesmo, e isso foi decisivo para nossas conquistas, pois estávamos entrosadas e tínhamos um esquema tático definido. Jogávamos há bastante tempo juntas, e isso facilitava muito. Esse ano foram muitas as mudanças. Tivemos que nos adaptar muito rápido ao novo time, e aos poucos fomos nos entrosando e entendendo a filosofia de trabalho do Léo. O time foi, aos poucos, criando uma nova identidade, e com o desenrolar do campeonato fomos evoluindo. Porém, na final perdemos atletas e as substituições ou alterações de posição tiveram pouco tempo para se entrosar. Mesmo assim, o time foi guerreiro, buscando reverter a vantagem do Kindermann a todo momento”, diz.

Daiane destaca a união da equipe e a confiança mútua, pontos que farão a diferença nos próximos desafios. “As atletas se mantiveram muito unidas, juntamente com a comissão, que tem nosso total apoio e confiança”, destaca.

E o trabalho continua. As jogadoras receberam folga após a final e retomam as atividades na terça-feira (14/4).  “Agora nosso foco é o Campeonato Paulista, e também a recuperação das atletas lesionadas. A competição ganhou novos clubes participantes, o que vai, com certeza, aumentar seu grau de dificuldade”, finaliza Mendes.