Autor: Fabio Maksymczuk
Fonte: http://fabiotv.zip.net/
13/08/2015 - 03h21
1991. 10 da manhã. Tomado o café da manhã, ligo a televisão no SBT para assistir “Punky - A Levada da Breca”. Término do seriado. Hora de fazer a lição de casa e ir ao colégio. Estudava no período da tarde. Neste ano, na 4ª B. Naquela época, queria uma cama, igual a “menina que ilumina”, em forma de carroça.
2015. 13h30. Horário do almoço. Chego em casa e ligo a TV no SBT. E lá está “Punky - A Levada da Breca” novamente na programação para delírio dos telespectadores que nasceram nos anos 80. Temos a oportunidade de rever a garotinha que apronta todas em Chicago com o fotógrafo Arthur Bicudo, seus amigos e a cachorrinha Pinky.
A emissora de Silvio Santos, tempos atrás, resgatou “I Love Lucy” em uma dublagem mais moderna nesta faixa horária, atualmente ocupada por Punky. A série, que fez história na TV mundial nos anos 50, não combinava com o restante da programação que antecedia e continuava no SBT. Estranho no ninho. Além disso, apostar em uma produção preto e branco possui seus riscos. Causa perplexidade aos telespectadores mais jovens da era da TV digital.
Mesmo sendo produzida nos anos 80, Punky tem mais chances de alcançar bons índices de audiência. Até aqui, ficou na casa dos 5 pontos de média. Nada mal. É um seriado atemporal. A história gira em torno de uma menina divertida e alegre que deseja encontrar afeto e atenção (mesmo que Arthur fale em 10 cruzados...).
Em 2008, a Band também apostou em “Punky - A Levada da Breca” na grade vespertina. 15 horas. Os telespectadores, na ocasião, ficaram ansiosos em rever o seriado. Só que a Band decepcionou os fãs ao redublar toda a produção. Fracasso total. Saiu do ar sem deixar saudades.
Não é o caso da versão antológica do SBT. “Uma carinha que derrete, um coração de ferro. Punky! Um jeitinho que amolece qualquer grito ou berro. Punky! A menina que ilumina. Toda vez que a gente vê. Ainda tenho muito o que aprender com você.....”