Saúde orienta familiares e cuidadores para lidar com Alzheimer

Reuniões com equipe de profissionais de saúde são realizadas todo mês no Centro de Referência à Saúde do Idoso de Araraquara

22/09/2015 - 15h58

Doença que atinge mais de 35 milhões de idosos em todo o mundo, o Alzheimer é debatido em detalhes todo mês em Araraquara, por meio do Cria (Centro de Referência à Saúde do Idoso), órgão da Secretaria Municipal de Saúde.

Todas as terceiras sextas-feiras de cada mês, das 8h30 às 10h, o Cria realiza reuniões de orientação em sua sede, localizada na Rua Itália, no Centro, envolvendo cuidadores formais ou familiares, com dicas de como lidar com pacientes vítimas da doença.

De acordo com Oriomar Sampaio Carmagnani, a Teka, gestora do Cria e presidente da Sub Regional Abraz Araraquara (Associação Brasileira de Alzheimer), as reuniões envolvem uma equipe de saúde, composta por médico, psicólogo, assistente social e enfermagem, e "buscam oferecer apoio a familiares que enfrentam o problema”.

Teka confirma que somente de janeiro a agosto deste ano, de todos os atendimentos registrados no Cria, cerca de mil idosos estavam com Alzheimer.

O Alzheimer se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais.

Para os interessados em participar das reuniões, o Centro de Referência à Saúde do Idoso fica na Rua Itália, nº 1009, entre as avenidas Djalma Dutra e Sete de Setembro, no Centro, com telefone (16) 3322-2807. Já o email da Sub Regional Abraz Araraquara é o abrazsp.araraquara@gmail.com.

Tratamento

Segundo a Associação, a doença de Alzheimer é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Quase todas as suas vítimas são pessoas idosas e talvez, por isso, a doença tenha ficado erroneamente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”.

Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e também à família.

O nome oficial da doença refere-se ao médico Alois Alzheimer, o primeiro a descrevê-la em 1906. Ele estudou e publicou o caso da sua paciente Auguste Deter, uma mulher saudável que, aos 51 anos, desenvolveu um quadro de perda progressiva de memória, desorientação, distúrbio de linguagem (com dificuldade para compreender e se expressar), tornando-se incapaz de cuidar de si.

Após o falecimento de Auguste, aos 55 anos, o dr. Alzheimer examinou seu cérebro e descreveu as alterações que hoje são conhecidas como características da doença.

Ainda de acordo com a Abraz (cujo telefone é o 0800-551906), estima-se que existam no mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas com a doença de Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico.