Fotógrafo: Tetê Viviani
01/10/2015 - 00h21
Polícia
Um empresário de Araraquara foi preso por integrar um esquema de importação ilícita e comercialização de motos e peça de motos off road de origem estrangeira. Junto com o empresário também foi preso um funcionário da loja, que fica no Jardim Vale do Sol, em Araraquara. Lá, foram apreendidas quatro motocicletas e peças de motos que formariam mais três motos.
A trabalho realizado pela Polícia Federal foi denominada de “Operação Racer”. O grupo realizava a importação ilícita e comercialização de motocicletas e peças trazidas dos Estados Unidos.
Um homem também foi preso em Ribeirão Preto. A polícia cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em empresas de Araraquara, Dourado, Ribeirão Preto, São Roque, Mairinque e Ponta Porã (MS).
A Justiça determinou o sequestro de imóveis e valores depositados em contas bancárias suspeitas de terem sido adquiridos por fraude. A polícia acredita que uma das empresas envolvidas na fraude – com sede em Araraquara – pode ter sonegado pelo menos R$ 2 milhões em um ano em tributos federais e estaduais.
A investigação começaram quando a polícia descobriu que o empresário araraquarense vendia motos tipo off road, usando notas fiscais clonadas de um importador legal, que mantinha loja no estado de Pernambuco. Apenas a numeração do chassi das motos eram modificadas.
Dois brasileiros estabelecidos na Flórida (EUA), constituíram empresas no país e vendiam motos inteiras a empresários brasileiros.
As vendas eram fracionadas. As peças eram separadas em várias partes e destinadas a outras pessoas, mas que eram ramificadas com a quadrilha. Com essa tática, eles sonegavam os impostos.
As motos off road novas eram adquiridas no Paraguai e trazidas para o Brasil, com uso de notas fiscais frias. Mas as informações eram de que as motos eram usadas.
Motos off road de marca Husqvarna TE 300 foram apreendidas quando eram transportadas de Ponta Porã para Araraquara. O veículo avaliado em R$ 50 mil possuíam notas frias.
Peças ou partes de motos são importadas por dois empresários brasileiros com empresa na Flórida. Eles chegavam ao Brasil via Correios. Os receptadores são familiares e conhecidos desses empresários.
Segundo informação da Polícia Federal, auditores fiscais da Inspetoria da Receita Federal apreenderam no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, 116 encomendas da Flórida que se enquadram no esquema. Todas seriam encaminhadas a diversas cidades do interior de São Paulo.