09/10/2015 - 17h19
Cidade
Cerca de 70 dependentes químicos de Araraquara em tratamento no Centro Terapêutico Rafard, cidade que leva o mesmo nome, a 190 quilômetros de distância, pode subir entrar em um ônibus e serem trazidos de volta à cidade, caso a Prefeitura não quite a dívida acumulada, em torno de R$ 130 mil. A denúncia foi feita nesta sexta-feira, dia 9, pelo representante jurídico do Centro, Antônio Almeida de Lima. O vereador Édio Lopes (PT), foi procurado e vai cobrar da Prefeitura o destino das verbas, para impedir que o tratamento seja interrompido.
“É um absurdo os pacientes correrem o risco de ter o tratamento interrompido porque a Prefeitura não consegue cumprir seus compromissos financeiros”, diz o parlamentar que estará acompanhando o caso nos próximos dias. “Se o problema persistir vamos acionar o Ministério Público (MP) para resguardar essas pessoas. ” Na mesma linha, o representante jurídico do Centro Terapêutico afirma que, caso a situação não se resolva, vai fazer Boletim de Ocorrência para evitar sanções administrativas.
Dos quase 110 internos em Rafard, cerca de 70 são de Araraquara. São homens e mulheres dependentes químicos cuja internações foram determinadas pela Justiça. O contrato entre o Centro Terapêutico Rafard e a Prefeitura, firmado há seis meses prevê o pagamento mensal de R$ 983 por cada internado – valor inferior ao mercado, segundo o representante jurídico, que gira em torno de R$ 68 mil ao mês. “A Prefeitura paga, às vezes, uma parte e isso está nos prejudicando e vai refletir no atendimento. ”
Para Lima, até agora, o Centro não devolveu os pacientes acreditando que o pagamento será efetuado pelo município e principalmente porque tratam-se de vidas humanas. “Não podemos interromper o tratamento na metade e deixá-los sem o acompanhamento dos especialistas. ” Na opinião de Édio Lopes, a crise financeira enfrentada pela Prefeitura pode prejudicar ainda mais os cidadãos: “Pelo que sabemos a cidade já tem dívida com clínicas em Limeira e Descalvado. A situação está cada vez mais crítica. ”