Para artistas o grafite ainda é confundido com pichação em Araraquara

11/11/2015 - 02h39

Cidade

Na 132ª sessão ordinária da Câmara Municipal, realizada nesta terça-feira, 10 de novembro, os grafiteiros Murilo Bonet e José Carlos Gomes Sobrinho, o Nêgo, ocuparam a Tribuna Popular para contar a história do grafite na cidade.

Bonet agradeceu a vereadora Edna Martins (PSDB) pela apresentação do projeto que reconhece a prática do grafite como manifestação artística urbana de valor cultural.

Disse que Araraquara tem cerca de 20 grafiteiros importantes com reconhecimento na região e no estado. “Em nome desses artistas viemos aqui buscar apoio para evitar a discriminação e a confusão entre pichação e grafite”, enfatizou.

Nêgo lembrou que a história do grafite começou a cerca de 15 anos no município e por muito tempo o trabalho foi discriminado, tanto que segundo ele, “Araraquara ficou conhecida como a cidade da pichação. Todos eram classificados de vândalos”.

Hoje podemos verificar muitos muros grafitados na região central e na periferia com traços e expressões que deixam a cidade mais colorida, mas ainda existe a confusão.

Em seu pronunciamento também pediu a aprovação da lei. “Precisamos que o grafite seja reconhecido como manifestação cultural para que possamos trabalhar com mais segurança e para que tenhamos alguém para tomar conta dessa área com o Coletivo Graffiti Araraquara”, finalizou.