Buracos em frente a escola municipal coloca alunos em risco

Dentro da unidade os problemas também são muitos, desde cozinha precária, até equipamentos usados em obra espalhados por toda área

Autor: Hialley Gouveia
10/03/2016 - 19h25

Os buracos nas ruas de Araraquara, infelizmente, não são mais novidade, já fazem parte do trajeto das pessoas. Mas as condições do asfalto e da sinalização de trânsito em frente à Associação Beneficente “Ranchinho”, que está recebendo mais de 240 alunos do CAIC Rubens Cruz (Selmi Dei III) desde o ano passado, colocam as crianças e os servidores em risco diariamente.

A portaria da Associação fica em rua de mão dupla, em uma curva com buracos que obrigam os motoristas a desviar, muitas vezes em direção à calçada. Calçada, aliás, que não existe ao sair da escola para a esquerda em direção à Rua Maurício Galli, principal via de acesso próxima do local. “O risco de atropelamento ali é enorme”, diz Luciano Fagnani, dirigente do SISMAR.

A “Ranchinho” fica na Av. Dr, Miguel Couto, no Jd do Bosque, e recebe os alunos do Selmi Dei (mais de 4km distante) porque as escolas de lá não comportam a quantidade de crianças matriculadas, por causa da instalação de novos bairros sem planejamento, sem estrutura mínima para acolher as milhares de pessoas que foram morar ali nos últimos anos.

Porém a Associação Ranchinho também não é adaptada para receber tamanha demanda, o que acarreta vários problemas e coloca em risco tanto os funcionários como as crianças, mesmo dentro da unidade.

Atendendo a solicitação de servidores, dirigentes do Sindicato visitaram a “Ranchinho” e identificaram muitos problemas. De acordo com o relatório do SISMAR, algumas reformas estão sendo realizadas no local concomitantemente à presença dos alunos na unidade, em áreas aparentemente não isoladas. “Isso aumenta em muito o risco de acidente pois, equipamentos ficam espalhados por toda área da unidade”, diz o documento.

Ainda segundo a vistoria do Sindicato, a cozinha é quente e bastante precária e não atende as normas que a Vigilância Sanitária exige para produção de alimentos. E tem mais: “O quiosque onde as crianças brincam encontra-se com telhas quebradas, o parquinho de areia possui pedras, verificamos muito material espalhado pelo local bem como entulho, carteiras, as cortinas do barracão se soltaram com chuva e vento forte e quase atingiram crianças e educadores, segundo relato de uma funcionária. Quando chove os professores têm dificuldades de trocar de salas pois as mesmas não possuem cobertura entre elas”, segue o texto.

Servidores ainda relataram que o sistema de drenagem de água de chuva não é suficiente, os alagamentos são frequentes e que o local não possui porteiro, deixando a unidade vulnerável à entrada de pessoas não autorizadas.

O SISMAR encaminhou o caso detalhadamente e com fotos à Gerência Regional do Trabalho e Emprego (GRTE), pedindo uma mesa de negociação com a presença da Defesa Civil, Vigilância Sanitária e Secretaria de Trânsito e Transportes para uma solução urgente dos problemas apontados. A audiência de mediação foi marcada para o dia 15 de março às 14h30. “Os servidores que puderem comparecer, serão bem vindos”, convida Fagnani.