Édio Lopes vai ao ITESP buscar solução para queda de pontes no Monte Alegre

25/05/2016 - 00h01

Para solucionar o problema de isolamento dos produtores rurais do Assentamento Monte Alegre, o vereador Édio Lopes (PT) se reuniu com a diretoria do Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP) na tarde desta segunda-feira (23/5) em São Paulo.

O parlamentar levou ao Diretor Executivo, Marco Pilla e ao Diretor Adjunto de Políticas de Desenvolvimento, Marco Antônio Silva, a informação de que as estradas do local estão intransitáveis e a maioria das pontes foi levada pelas águas, prejudicando sobremaneira os agricultores que não tem como escoar a produção.

Édio ainda lembrou que as pontes que não ruíram podem colocar em risco os usuários, entre eles as crianças que utilizam o transporte escolar.

Os diretores do ITESP se mostraram solidários ao trabalho do vereador e se propuseram a colaborar no que for possível, mas afirmaram que as pontes e estradas são de responsabilidade dos municípios.

O ITESP não dispõe de recursos para esse fim, porém, vai intermediar uma conversa com a Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo (CODASP) na busca de verbas.

Segundos eles, as prefeituras poderiam ter decretado estado de calamidade pública para facilitar as negociações.

O caso já virou inquérito civil público e várias solicitações foram feitas pelo promotor de justiça de Araraquara, Dr. José Carlos Monteiro, para complementar a representação.

Entre elas estão:

- Mapa da localização do Assentamento contendo:

a) Os limites territoriais do Assentamento Monte Alegre;

b) A identificação Territorial dos Limites do Município de Araraquara;

c) As estradas municipais com sua identificação e nomenclatura;

d) A localização das pontes destruídas;

e) A localização da mencionada ponte com risco iminente de queda;

f) A identificação das propriedades e dos proprietários dos imóveis onde se localizavam as represas que se romperam;

- Cópia do laudo da Defesa Civil que apontou que a ponte está em risco de queda;

- Rota por onde passa o Transporte Público (ônibus escolares) que atendem aquela população;

“Estamos em busca da solução. Temos que procurar todas as opções possíveis, e inclusive, já fizemos requerimentos às prefeituras das 3 cidades: Araraquara, Rincão e Matão, solicitando as informações técnicas exigidas pela justiça”, diz Édio, que aguarda o prazo legal para as respostas, que é de 30 dias.