Agora, serão até 70 reeducandas que poderão voltar ao mercado de trabalho com apoio do Executivo; ampliação do convênio foi assinada nesta quarta (8)
08/03/2017 - 20h40
A Prefeitura de Araraquara assinou, nesta quarta-feira (8), o termo de compromisso para ampliação das vagas para reeducandas do Centro de Ressocialização (CR) Feminino no projeto de reinserção social em parceria da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) com a Fundação Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel (Funap).
O número de vagas passou de 20 para 70 mulheres que terão a oportunidade de se reinserir no mercado de trabalho com o apoio da Prefeitura. Ao todo, o CR abriga 90 reeducandas.
No evento, Edinho lembrou que a construção do CR, em 2004, ocorreu após pedido seu ao então secretário estadual de Segurança Pública, Nagashi Furukawa. “Eu queria o CR Feminino para que as mulheres fossem mais bem acolhidas e ficassem próximas de suas famílias, facilitando o convívio social e a não reincidência criminal”, declarou.
“Na vida, todo mundo erra. Se essas mulheres querem uma segunda chance, é nosso dever estender a mão para que elas voltem ao convívio da sociedade, à família, para que tenham forças para recomeçar.”
O prefeito ainda revelou que pediu aos secretários o máximo esforço para que a assinatura fosse realizada neste 8 de março. “Se fazemos ações como essa, ampliando esse convênio, o Dia Internacional da Mulher não se torna apenas mais uma data”, disse.
A diretora técnica do CR Feminino, Jucélia Gonçalves da Silva, informou que 95% das reeducandas estão no CR por causa do tráfico de drogas, “que é um problema social”. “Muitas vezes, elas estão aqui por causa dos companheiros, maridos, namorados. E o homem abandona, nem vem visitá-las”, revela.
“Embora elas paguem pelos erros, o julgamento já foi. Procuramos devolvê-las melhores do que entraram. Elas erraram, sim, mas voltam com dignidade para a sociedade e renascem para a vida”, disse Jucélia.
Falando em nome das reeducandas, Silvia Adriana Bueno declarou que encontrou apoio e incentivo no CR. “A gente é tratado com dignidade, respeito. Tenho a oportunidade de sair e continuar”.
Representando a Câmara, o vereador Elton Negrini (PSDB) disse que a luta pelo direito das mulheres “é grande, árdua, mas não deve ser abandonada”. Na mesma linha de raciocínio, a deputada estadual Márcia Lia (PT) afirmou que “temos que continuar na resistência, na luta”.
O evento também contou com a presença dos vereadores Toninho do Mel (PT) e Elias Chediek (PMDB), da secretária de Planejamento e Participação, Juliana Picoli Agatte, da secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Maria Eloísa Velosa Mortatti, pastas que mantém a parceria com o CR, além de outros secretários, coordenadores e gestores da Prefeitura.