Diretora executiva da Fungota, Lúcia Ortiz, explica a internautas propostas da Gota de Leite com implantação do programa
27/06/2017 - 22h07
A entrevistada dessa terça-feira (27) do programa ‘Canal Direto com a Prefeitura’, apresentado ao vivo, às 12h30, na TV Web Participativa via Facebook oficial da administração municipal de Araraquara, foi a diretora executiva da Fungota, Lúcia Ortiz.
A internautas, a diretora da Fundação que mantém a Maternidade Gota de Leite deu detalhes sobre o programa Parto Humanizado, Rede Cegonha e percentuais de cesarianas em Araraquara e no Brasil, entre outras questões.
Segundo Lúcia Ortiz, ao contrário do que muitas pessoas possam imaginar, o conceito de parto humanizado significa, principalmente, a maternidade oferecer mais segurança sem comprometer conforto e vínculo afetivo para a mãe e o bebê.
Ela explica que antes o nenê nascia em casa, com a parteira e rodeado pela família, num ambiente em que havia afetividade, mas sem a segurança necessária para a saúde de ambos. Depois, as mães passaram a dar a luz em hospitais com toda a garantia de saúde, porém sem a afetividade da família.
Agora, com a Rede Cegonha, em processo de implantação na Gota de Leite, a proposta é unir segurança com afetividade, já que a futura mamãe vai estar melhor preparada para a hora do parto, porque poderá desfrutar da companhia de quem desejar – do pai da criança , da mãe ou de uma amiga, por todos os períodos do parto.
Opções e estatísticas
“Os centros obstétricos das maternidades possuem salas de partos equipados com vários recursos para amenizar os desconfortos do processo de parto tipo: chuveiros e banheiras com água aquecida, que podem servir até para o parto na água, se for a opção da gestante. Que ainda pode se alimentar a hora que quiser, caminhar etc. Os horários de visita também foram prolongados , explica Lúcia.
A diretora disse ainda que o programa Parto Humanizado sugere a mínima interferência da equipe de saúde sobre a evolução do parto e, ao nascer, o bebê vai direto para o colo da mãe (contato pele a pele) e o início da amamentação na primeira hora de vida.
Segundo Lúcia Ortiz, a Organização Municipal de Saúde sugere que apenas 15% dos partos sejam por cesarianas. “O Parto Humanizado busca atingir esse índice”, afirma.
Em Araraquara, ainda de acordo com a diretora da Fungota, o índice de partos normais é de 52% e o de cesarianas 48%, enquanto no Brasil são registrados 44% de partos normais e 56% de cesarianas. Na rede privada, o índice de cesárea chega a 85%, enquanto a média nacional do SUS é de 40%.
E um novo debate aberto agora pelo Conselho Federal de Medicina sugere que a mulher é quem tem o direito de decidir de que maneira quer ter o filho – se de parto normal ou cesariana. Esse assunto será discutido na segunda participação da Diretora nos próximos dias.