Prefeito abriu a 11ª Conferência Municipal de Assistência Social, nesta segunda-feira (24), no auditório da Unip
Fotógrafo: Tetê Viviani
24/07/2017 - 20h33
Cidade
Na abertura da 11ª Conferência Municipal de Assistência Social, nesta segunda-feira (24), no auditório da Unip (Universidade Paulista), o prefeito Edinho reafirmou que irá combater as injustiças sociais em Araraquara. “Não vamos conviver com a miséria e com a exclusão”, declarou.
Edinho destacou a importância da conferência, que se tornará um projeto de lei que estabelece o Plano Municipal de Assistência Social — construído a partir das propostas apresentadas pela população e pelos gestores.
“Além de ser uma imposição legal, as conferências vão ao encontro do nosso modo de governar. Teremos conferências em todas as áreas de políticas públicas. Quem vai dizer o que é fundamental para ser feito são as conferências, é a sociedade civil organizada”, disse o prefeito.
O principal tema da conferência é “Garantia de direitos no fortalecimento do Suas (Sistema Único de Assistência Social)”. Dentro dessa lógica, o prefeito destacou que é necessário um trabalho de forma articulada.
“Acredito que os Cras devem ter o diagnóstico completo da drogadição, da violência, do desemprego, da prostituição e de outros problemas sociais que cada bairro e região enfrenta. É necessário um conselho de usuários em cada Cras, em cada unidade de assistência social da cidade. Quem sabe o que funciona e o que falta ser oferecido é o usuário”, disse.
Para a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Eloísa Mortatti, é importante “lutar para que os direitos sejam garantidos e fortalecidos”. “O Cras precisa ser o articulador de todas as políticas.”
A diretora da Drads (Diretoria Regional de Assistência e Desenvolvimento Social), Edna Martins, comemorou o fato de a grande maioria dos municípios da região realizar as conferências. “Com a Constituição de 1988 e as leis da Assistência Social, transformamos isso em um direito. É uma política pública. Não é favor, é um direito conquistado. Vamos ouvir o que a gente precisa avançar para que a cidade melhore”, disse Edna.
A promotora de Justiça da Infância, Juventude e do Idoso, Dra. Noemi Corrêa, ressaltou que a conferência é “de extrema importância para que cada um de nós saia mais fortalecido”.
Flávia Calixto, presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, lembrou o papel da Assistência Social como “garantidora de direitos”. “É preciso alcançar o objetivo de trazer o usuário para esse debate, mas não podemos ficar por aqui”, afirmou.
O conselheiro João Domingos de Freitas disse estar feliz por representar os colegas e destacou que “cada um vai poder dizer o que sente”.
Outros secretários e gestores da Prefeitura, funcionários de Assistência e Desenvolvimento Social e representantes de entidades de Araraquara também participaram da abertura da conferência.