‘É inaceitável que direitos da pessoa com deficiência não sejam respeitados’, diz Edinho

Novos integrantes do Comdef, o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, tomaram posse na Prefeitura

Fotógrafo: Tetê Viviani
07/08/2017 - 22h05

Cidade

“É inaceitável que os direitos da pessoa com deficiência não sejam respeitados”, afirmou o prefeito Edinho durante a posse dos 42 integrantes do Comdef (Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência), na sexta-feira (4). São 15 conselheiros de órgãos públicos e 27 da sociedade civil. 

“Temos que fazer um balanço dos avanços, que são significativos, mas o caminho a ser percorrido ainda é imenso”, lembrou o prefeito, que destacou a tarefa que o conselho tem neste segundo semestre: organizar uma conferência “que mobilize a cidade de Araraquara” e atualizar o Plano Municipal de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência. 

Edinho ainda ressaltou que a Prefeitura irá implantar o Centro Dia Especializado (aprovado em plenária temática do Orçamento Participativo) e o Centro de Referência do Autismo. 

A assessora de Políticas para a Pessoa com Deficiência, Elisa dos Santos Rodrigues, disse aos conselheiros que os direitos ainda são, muitas vezes, desrespeitados. “Juntos e unidos, nós faremos a diferença e venceremos as barreiras impostas em pleno século XXI”, declarou. 

A secretária de Planejamento e Participação Popular, Juliana Agatte, afirmou que a posse dos conselheiros foi “um momento muito importante para nós”. “A gente avançou muito, mas tem muito o que avançar. Precisamos pautar a necessidade de mais avanços nessa área. Já temos um plano municipal, mas vamos atualizá-lo”, disse.

 

O conselho 

O Comdef tem objetivo de assessorar o governo municipal para que o exercício dos direitos civis e humanos das pessoas com deficiências e transtornos mentais graves seja assegurado. 

Todos os integrantes do Comdef foram escolhidos entre pessoas de comprovada atuação na defesa dos direitos das pessoas com deficiências e transtorno mental grave. Os conselheiros não recebem remuneração e têm mandato é de 2 anos.