Entre janeiro e julho, valor passou de R$ 1,5 milhão para R$ 3 milhões neste ano, segundo balanço da secretaria; com aumento de consultas nas unidades básicas e nas UPAs, internações...
19/09/2017 - 19h44
A Prefeitura dobrou o investimento em medicamentos para a rede básica de Saúde na comparação entre janeiro e julho deste ano e o mesmo período do ano passado, segundo balanço da Secretaria Municipal de Saúde.
Nesse período, foram investidos R$ 3.192.765,72 em remédios em 2017 contra R$ 1.593.514,07 em 2016 (100,3% a mais). Isso se refletiu na queda do número de medicamentos em falta nas farmácias dos postos de saúde: eram 32% em janeiro e 9% em julho.
Além de reforçar o estoque das farmácias dos postos de saúde já existentes, o prefeito Edinho e a secretaria também trabalham para facilitar o acesso da população aos medicamentos, já que algumas unidades de farmácia foram fechadas nos últimos anos. A farmácia da USF (Unidade de Saúde da Família) do Jardim das Hortênsias foi reaberta no começo deste ano.
As despesas liquidadas da Prefeitura com a Saúde, nos sete meses analisados, saltaram 20,8% (de R$ 108,6 milhões para R$ 131,2 milhões). Entre médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde e outros profissionais, foram 111 contratações.
“Os números reforçam que a grande prioridade é a Saúde. A manutenção de medicamentos nas unidades é essencial, pois é uma grande reivindicação da população. O investimento aumentou por conta da demanda. Não houve economia de recursos na área da Saúde”, explica a secretária da pasta, Eliana Honain.
Mais prevenção, menos internações
No mesmo período, também foram realizadas 30.285 consultas a mais nas unidades básicas de saúde: de 171.925 a 202.210. Já as consultas especializadas passaram de 178.771 para 195.352 (16.581 a mais).
Na UPAs (unidades de pronto atendimento), as consultas saltaram de 171.112 para 252.878, um aumento de 81.766 atendimentos. A estatística reflete o funcionamento da UPA do Valle Verde, inaugurada no final de dezembro, mas que tinha quadro de funcionários preenchido com horas extras. Agora, a unidade tem equipe própria contratada.
Todo o trabalho preventivo deu resultado no número de internações. No mesmo período analisado, as internações na Santa Casa caíram de 3.942 para 3.881 (61 a menos), enquanto as internações na Maternidade Gota de Leite passaram de 1.898 para 1.861 (menos 37).
“Atendendo melhor nos bairros e dando maior resolubilidade nas UPAs, diminuem as internações. Isso é reflexo da melhoria na qualidade da Saúde. A gente repôs as equipes que estavam precisando de profissionais”, diz Eliana.
'Saúde Cidadã'
Dando continuidade nas ações da pasta, a Prefeitura anunciou, na semana passada, a implantação do “Saúde Cidadã” em parceria com o Ministério da Saúde, a Santa Casa e a Gota de Leite.
O programa irá reduzir a fila por cirurgias eletivas e zerar a fila de exames mais comuns que estão represados pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
O projeto prevê que a Santa Casa realize 2.703 ecocardiogramas, 6.683 ultrassonografias, 577 testes ergométricos, 423 biópsias, 268 tomografias computadorizadas e 91 ressonâncias magnéticas.
Em relação às cirurgias, serão 200 de vesícula, 200 de hérnias, 100 ortopédicas de membros superiores e 100 ortopédicas de média complexidade. Na Gota de Leite, serão feitas 100 laqueaduras, 200 cirurgias gineco-obstétricas e 60 cirurgias pediátricas.