Idade média desses aparelhos em Araraquara é de 10 anos. A troca obedece a norma nacional que estabelece vida útil de no máximo cinco anos
02/10/2017 - 20h53
O Departamento Autônomo de Água e Esgotos (Daae) vai criar uma Comissão para revisão dos casos de pessoas que se sentiram lesadas com a troca de hidrômetros em suas residências. O objetivo é fazer uma avaliação caso a caso. A portaria deve ser publicada ainda nesta semana com os nomes dos membros e informações sobre como o cidadão deve proceder. “Queremos ouvir a população. Tivemos relatos que precisam ser cuidadosamente analisados”, destacou Marcos Isidoro, superintendente interino.
A autarquia iniciou a troca de hidrômetros no início de janeiro e até agora foram cerca de 10.500 residências. Importante ressaltar que essa medida atende às normas nacionais que estabelecem a vida útil dos aparelhos de hidrômetros não superior a cinco anos. Segundo Isidoro, a média de idade dos aparelhos hoje instalados na cidade é de 10 anos.
“As equipes do Daae encontraram casos, inclusive, de hidrômetros com mais de 12 anos. Dependendo do consumo da unidade, o prazo de troca do hidrômetro deve ser menor, já que seu mecanismo interno se desgasta com uso ininterrupto e seu funcionamento fica comprometido” explicou.
De acordo com o administrador, a mudança contribui para diminuição global da perda de água na cidade, ajudando na identificação de vazamento na residência e estimulando o uso racional da água.
Isidoro reforça ainda que todos os aparelhos adquiridos são aferidos pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), bem como a “Bancada do Daae”, equipamento de análise e teste da vazão de água, considerado um dos mais modernos da região. Este equipamento também passa anualmente pela aferição do IPEM (Instituto de Pesos e Medidas).
“A troca do hidrômetro é necessária em Araraquara e em todas as cidades ou, daqui a pouco, teremos um sistema completamente obsoleto e comprometido. Todo processo de troca é técnico, obedecendo às normas nacionais e de órgãos competentes. No entanto, se há relatos de problemas, precisamos averiguar e solucionar. Essa é uma obrigação da gestão pública e assim faremos. Por isso, a Comissão, que terá membros da autarquia e também da Prefeitura, será de extrema importância nesse processo”, finalizou Isidoro.