Índice zero do ADL não reduz ações de combate ao Aedes

O combate ao Aedes deve ser feito o ano todo, inclusive agora, em que devem ser tomados todos os cuidados contra os criadouros

07/08/2019 - 00h19

O resultado da última Avaliação de Densidade Larvária (ADL), que avalia os níveis de infestação de larvas do mosquito Aedes aepypti nos bairros, comprova a eficiência das ações de combate à dengue, segundo o coordenador de Vigilância em Saúde da mesma Secretaria de Saúde, Rodrigo Ramos, em entrevista ao programa Canal Direto com a Prefeitura (no ar de segunda a sexta, às 18h30, via Facebook da Prefeitura). a ADL referente ao mês de julho foi zero. 

No entanto, isso não significa afirmar que a Prefeitura e a população podem relaxar nas ações. “O combate ao Aedes deve ser feito o ano todo, inclusive agora, em que devem ser tomados todos os cuidados contra os criadouros”, alertou. 

São ações ininterruptas os arrastões aos sábados pelos bairros da cidade, com vistoria às residências, e as ações de casa em casa, feitas durante a semana. “Pedimos, mais uma vez, que os cidadãos de Araraquara sejam receptivos aos nossos agentes, permitindo que eles adentrem aos imóveis”. 

Ainda de acordo com Rodrigo, outro fator para a redução do índice da ADL é a sazonalidade, já que agora, durante o inverno, o mosquito diminui a quantidade de ovos produzidos, diminuindo, com isso, a quantidade de novos mosquitos.

 

Outras ações 

“Também continuamos realizando as atividades de bloqueio e nebulizações, com reforços, inclusive, pela contratação de novos agentes de combate à dengue, que estão verificando imóveis abandonados e checando acumuladores compulsivos”, acrescentou Ramos. 

Ainda com essas equipes, são atendidas a demandas sobre locais de criadouros a partir de denúncia apresentadas por cidadãos. 

Também vale destacar, segundo o coordenador de Vigilância em Saúde, que as avaliações dos índices larvários continuam apontando que os criadouros continuam sendo encontrados em pratinhos de vasos de plantas, ralos externos, ‘pingadeiras’ de geladeiras e vasos sanitários não utilizados, além de calhas, lajes e caixas d’água. 

“O importante é realizar todo esse trabalho agora, para que no verão, época da reprodução maior do mosquito, não ocorra infestação”, pregou.

 

Como avaliar 

Vale ressaltar que a Avaliação de Densidade Larvária, feita a cada três meses, é o resultado da medição dos imóveis e dos recipientes na cidade onde são encontradas larvas do Aedes.

Como Araraquara é dividida em cinco áreas, para se mensurar o índice de ADL é sorteado um quarteirão em cada área e feita a vistoria em cinco residências, para verificação de larvas e recipientes, a partir de uma amostragem probabilística. 

Também vale ressaltar, de acordo com Rodrigo Ramos, que avaliação anterior, feita em abril, revelou que o índice larvário de Araraquara era, em média, de 2.7, apresentando risco quase moderado de epidemia, que é considerado como tal a partir do índice 3. Já o índice de infestação até o número 1 é considerado tolerável.

 

Escorpiões 

Sobre como evitar a proliferação de escorpiões na cidade vale ressaltar primeiro que não existe qualquer forma de extermínio desse aracnídeo através de inseticidas, ainda segundo Rodrigo. 

“A população precisa entender que o escorpião existe nas cidades. Por isso, tem que tomar as medidas preventivas, como a vedação de ralos, portas e janelas, e de qualquer tipo de fresta de conduíte de energia elétrica ou telefone, para evitar que o escorpião adentre as residências”. 

Além disso, evitar o acúmulo de materiais nos quintais ou terrenos baldios, como restos de tijolos, telhas e de madeiras, que proporcionam ambientes escuros e úmidos e favorecem a proliferação de escorpiões, cuja intensidade é maior também no período do verão. 

Rodrigo acrescentou ainda que devem ser preservados os predadores naturais do escorpião nas cidades, como a coruja, o sapo e o gavião, às vezes encontrados na cidades.