Questionamentos sobre estoque de medicamentos nas farmácias do SUS são pontuados em documento

O vereador Rafael de Angeli (Republicanos) pede explicações à Prefeitura

Fotógrafo: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
31/03/2025 - 23h55

O presidente da Câmara, vereador Rafael de Angeli (Republicanos), encaminhou à Prefeitura um Requerimento, no qual pede informações atualizadas sobre falta de medicamentos nas farmácias do município.

No documento, o parlamentar faz referência à Lei Federal 14.654/2023, que prevê a obrigação de disponibilizar, nas respectivas páginas eletrônicas na internet, os estoques de medicamentos das farmácias públicas que estiverem sob a gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Considerando que a listagem de estoque disponível no site da Prefeitura é datada de 02/12/2024, e que já estamos em março de 2025, é necessário um levantamento atualizado das informações, para garantir a transparência e a eficiência na gestão de medicamentos”, aponta Angeli. “Além disso, há notícias e relatos de falta de medicamentos em diversas farmácias do município, incluindo a Farmácia Central ‘Doutora Clara Pechmann Mendonça’, a Farmácia do NGA 3 – Núcleo de Gestão Assistencial 3, a Farmácia do Sesa e as farmácias dos postos de saúde de Araraquara.”

A preocupação com a possível falta de medicamentos no município motivou Angeli a enviar vários questionamentos ao Executivo. “Quais medicamentos faltam e há quanto tempo essa situação tem sido observada em cada uma das farmácias mencionadas? Solicito o encaminhamento de uma listagem de estoque atualizada para um levantamento preciso da situação”, pede o vereador.

O parlamentar questiona ainda quais os motivos do ocorrido e quais medidas a Prefeitura está tomando para sanar a falta de medicamentos e assegurar o abastecimento regular. “Existe um plano de contingência para garantir acesso adequado a medicamentos essenciais durante períodos de escassez prolongada? Como a Prefeitura monitora a demanda por medicamentos para evitar desabastecimento? Há um sistema eficaz de controle de estoque e previsão de demanda?”, acrescenta Angeli.

“Nosso compromisso é garantir que a população tenha acesso aos medicamentos essenciais de forma contínua e transparente. A falta de informações atualizadas sobre os estoques e os relatos de desabastecimento, mesmo acontecendo desde a gestão passada, são preocupantes, pois impactam diretamente aqueles que dependem do SUS para seus tratamentos diários. Precisamos e acreditamos em uma gestão eficiente que antecipe problemas e garanta soluções rápidas para evitar que os pacientes fiquem desassistidos”, pontua.