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Oficinas da 3ª Semana do Maracatu recriam experiência de ensaio da Nação Leão da Campina

Atividades no Museu Ferroviário aproximam o público da preparação da Nação para o Carnaval do Recife de 2027, com foco na linguagem do Baque Angola

Foto: Assessoria de Comunicação da Prefeitura 07/10/2026 - 14h10
Oficinas da 3ª Semana do Maracatu recriam experiência de ensaio da Nação Leão da Campina

A 3ª Semana do Maracatu de Araraquara realiza, no sábado, 10 de outubro, duas oficinas especiais no Museu Ferroviário de Araraquara, com integrantes da Nação Leão da Campina. O evento é uma realização da Associação Cultural de Maracatu Sementes Crioulas por meio Secretaria Municipal de Cultura e Fundart, Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa, com o apoio da Subsecretaria de Políticas Étnico-Raciais e SESC Araraquara.

As atividades propõem uma experiência diferente de uma oficina convencional: aproximar os participantes da dinâmica de um ensaio de preparação da própria Nação, trazendo para Araraquara elementos do processo que antecede o desfile oficial no Carnaval do Recife de 2027.

Com foco na linguagem do Baque Angola, as oficinas buscam proporcionar ao público uma vivência prática de ritmos, conduções, organização coletiva e formas de execução presentes no trabalho desenvolvido pela Nação Leão da Campina.

A proposta é fazer com que os participantes não apenas aprendam células rítmicas ou técnicas instrumentais, mas tenham contato com a lógica de construção de um baque dentro de uma Nação de Maracatu.

A presença da Nação Leão da Campina tem ainda um significado especial para a 3ª Semana do Maracatu. A Nação é madrinha do Maracatu Sementes Crioulas, e sua participação reforça os vínculos de ancestralidade, formação e continuidade que atravessam esta edição.

Dentro do tema “O Mangue Ancestral”, as oficinas representam justamente esse movimento de transmissão: saberes que passam de uma geração para outra, de um território para outro e que ganham novas formas sem perder sua ligação com a tradição.

Ao trazer integrantes da Nação para compartilhar seus processos diretamente com o público, a Semana fortalece a troca entre Recife e Araraquara e aproxima os participantes de experiências que fazem parte do cotidiano do Maracatu de Nação.

Uma aproximação com o cotidiano de uma Nação - O ponto central das atividades será justamente a vivência de um processo coletivo. Durante as oficinas, os participantes poderão experimentar parte da dinâmica utilizada nos ensaios da Nação Leão da Campina em seu período de preparação para o Carnaval. A ideia é compartilhar não só repertórios e ritmos, mas também a escuta, a disciplina coletiva, os comandos, as respostas e a relação entre os diferentes instrumentos que ajudam a formar o corpo sonoro de uma Nação.

Dentro dessa proposta, o Baque Angola aparece como eixo das duas atividades, permitindo que o público tenha contato com uma linguagem específica e com formas de tocar que fazem parte da identidade musical trabalhada pela Nação. As oficinas pretendem criar uma experiência de inserção: por algumas horas, os participantes serão convidados a sentir como se organiza, se constrói e se sustenta coletivamente um ensaio de Maracatu.

Baque Angola com Mestre Hugo Leonardo - A primeira atividade acontece às 10h, com a oficina “Baque Angola – Avenida 30 Anos”, conduzida por Mestre Hugo Leonardo, da Nação Leão da Campina. A vivência será voltada à linguagem rítmica do Baque Angola, trabalhando elementos que compõem o toque coletivo e a condução do baque.

A presença de Mestre Hugo Leonardo reforça a dimensão de transmissão direta de saberes que a Semana busca valorizar. Ao colocar os participantes em contato com uma referência da própria Nação, a atividade cria a oportunidade de conhecer o Maracatu a partir de quem vivencia sua construção no cotidiano.

A oficina também busca revelar algo que o público normalmente vê apenas no resultado final de um desfile ou apresentação: o trabalho de preparação, repetição, escuta e construção coletiva que acontece antes de a Nação chegar à avenida.

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Agbês também ganham protagonismo - Às 14h, a programação continua com a oficina “Agbês – Avenida 30 Anos”, conduzida pela Sub-Mestra dos Agbês Thayrine Correia, também integrante da Nação Leão da Campina. A atividade terá como foco o agbê e sua participação dentro da linguagem do Baque Angola, aproximando os participantes das técnicas, movimentos, danças, acentuações e relações rítmicas construídas pelo instrumento dentro do conjunto.

A oficina evidencia também a importância dos diferentes naipes na formação de uma Nação. Cada instrumento possui uma função própria, mas é no diálogo entre eles que o baque ganha corpo, identidade e potência. Com a condução de Thayrine Correia, os participantes terão a oportunidade de experimentar essa função de forma prática e compreender como o agbê se integra à construção coletiva do som.

Da preparação para a avenida - As duas atividades foram pensadas em diálogo com o processo de preparação da Nação Leão da Campina para o desfile oficial do Carnaval do Recife de 2027. Essa conexão dá às oficinas um caráter especial dentro da programação da Semana: o público de Araraquara poderá acessar, ainda durante o processo de preparação, elementos que fazem parte da construção musical que será levada posteriormente à avenida.

Assim, a oficina não apresenta o Maracatu como algo pronto ou estático. Ao contrário, revela uma manifestação em constante construção, que depende de ensaio, coletividade, memória, repetição e transmissão de saberes.


SERVIÇO
3ª Semana do Maracatu — O Mangue Ancestral apresenta: “Oficinas com a Nação Leão da Campina”
Proposta: vivência inspirada no processo de ensaio e preparação da Nação Leão da Campina para o Carnaval do Recife de 2027
Data: sábado (10 de outubro)
Local: Museu Ferroviário Francisco Aureliano de Araújo (Rua Antonio Prado, 611 - Centro)


Atividades:
10h — Baque Angola – Avenida 30 Anos Com Mestre Hugo Leonardo Nação Leão da Campina
14h — Agbês – Avenida 30 Anos Com Sub-Mestra dos Agbês Thayrine Correia Nação Leão da Campina

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