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Prefeitura recolhe cães abandonados agressivos quando há episódios de mordedura

Em Audiência Pública convocada por Michel Kary (PL), o Poder Executivo afirmou que leva em conta o bem-estar animal e que a retirada de cachorros é feita quando fiscais comprovam que o animal é hostil mesmo sem ser provocado

Foto: Divulgação 17/10/2026 - 15h31
Prefeitura recolhe cães abandonados agressivos quando há episódios de mordedura

Em 2026, o Corpo de Bombeiros de Araraquara atendeu 87 ocorrências envolvendo cães e gatos. Parte delas envolveu denúncias de cães agressivos. O dado foi informado pelo sargento Rodrigo Tellaroli, que representou a corporação na Audiência Pública “Proteção animal: cães agressivos no município de Araraquara”. O evento, realizado na última quinta-feira (15), foi convocado pelo vereador Michel Kary (PL).

Segundo o sargento, os bombeiros atendem todos os chamados feitos pela população, mas, em casos envolvendo animais domésticos, enfrentam dificuldades por conta da falta de um local para onde os cães possam ser levados e pela necessidade de equipamentos específicos.

Em resposta à demanda, o secretário de Meio Ambiente, Alexandre Luís dos Santos, informou que a Prefeitura recolhe cães abandonados que sejam agressivos com pessoas ou outros animais. Para isso, no entanto, é preciso que fiscais possam comprovar o comportamento hostil por meio de episódios de mordedura espontâneos, ou seja, sem que os cães sejam provocados.

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O entendimento foi adotado a partir de determinação que consta no artigo 23 da Política Municipal de Proteção aos Animais.

De acordo com a subsecretária de Bem-Estar Animal, Giovanna Magalhães da Costa, muitas vezes a agressividade alegada em denúncias da população não é verificada quando os fiscais interagem com os animais.

Ela apontou, ainda, que cachorros podem agir agressivamente como forma de defesa, por terem sofrido alguma violência ou por provocações de pessoas. Além disso, existem casos em que os denunciantes afirmam que o animal é agressivo somente para que ele seja recolhido pelo poder público.

A subsecretária explicou que a retirada do animal do local onde ele está acostumado a viver pode gerar estresse e traumas. Por conta disso, a equipe do Bem-Estar Animal ouve as denúncias e orienta a população, buscando esgotar todas as possibilidades antes de recorrer ao recolhimento.

Ao longo do debate, protetoras de animais também falaram sobre a importância de prevenir os casos de agressividade e conscientizar a população sobre os cuidados com animais comunitários e sobre o comportamento animal.


Assista na íntegra

A Audiência Pública foi transmitida pela TV Câmara, no canal 17 da Claro, e pode ser assistida na íntegra no Facebook e no YouTube.