Uma mulher de 42 anos, identificada como Evelyne Rocha de Oliveira, foi encontrada morta na noite de sexta-feira (30), em uma residência no Jardim Adalberto Roxo, em Araraquara. O corpo estava dentro de uma mala, e a Polícia Civil registrou o caso como feminicídio.
Segundo informações do boletim de ocorrência divulgadas pela imprensa regional, o principal suspeito é um homem de 45 anos, apontado como ex-companheiro da vítima. Ele não havia sido localizado até as últimas informações consultadas na manhã deste sábado (31).
A Polícia Militar foi acionada após familiares do suspeito receberem telefonemas nos quais ele teria indicado que havia matado a mulher.
Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram Evelyne já sem vida e preservaram o local para o trabalho da Polícia Científica.
Suspeito teria admitido o crime por telefone
O delegado Fabrício Gasparetto, responsável pelo atendimento inicial da ocorrência, informou que familiares relataram uma ligação em que o suspeito teria admitido a autoria do crime.
A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da perícia técnica.
Polícia investiga como a vítima foi morta
Inicialmente, os ferimentos observados levantaram a possibilidade de que Evelyne tivesse sido atingida por um objeto contundente.
Entretanto, após uma avaliação preliminar, os investigadores passaram a considerar a hipótese de disparo de arma de fogo.
A causa exata da morte ainda depende dos exames do Instituto Médico Legal (IML).
Segundo o delegado, os sinais observados indicam que a morte pode ter ocorrido durante a manhã de sexta-feira, embora o corpo tenha sido encontrado somente à noite.
Corpo foi encontrado dentro de uma mala
Durante a ocorrência, os policiais localizaram o corpo da mulher dentro de uma mala no imóvel.
Uma das hipóteses investigadas é que o suspeito pretendesse retornar posteriormente à residência para retirar o corpo e levá-lo a uma área de vegetação nas proximidades.
Essa possibilidade ainda depende de confirmação no decorrer da investigação.
Buscas pelo suspeito continuam
Equipes policiais iniciaram diligências para localizar o homem apontado como principal suspeito.
A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) deverá dar continuidade à apuração, buscando esclarecer a dinâmica do crime, a motivação e as circunstâncias da morte.
Até as informações disponíveis na manhã deste sábado, não havia confirmação de prisão.
Pessoas que tenham informações relevantes podem procurar a Polícia Civil ou utilizar o Disque-Denúncia, pelo telefone 181.
Como denunciar violência contra a mulher
A Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180, funciona gratuitamente, 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana e feriados.
O serviço recebe denúncias, oferece orientações e encaminha mulheres aos órgãos da rede de proteção.
Em situações de emergência ou risco imediato, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.