Discos e a história do compositor baiano ficam em exposição até 30 de abril, com entrada gratuita
Fotógrafo: Sergio Pierri
01/04/2014 - 19h38
Dorival Caymmi
O cantor, compositor, violonista, pintor e ator brasileiro Dorival Caymmi (1914 – 2008) recebe homenagem neste mês de abril, no MIS (Museu da Imagem e do Som Maestro José Tescari), na Casa da Cultura Luiz Antônio Martinez Corrêa, com “100 Anos de Dorival Caymmi”.Realizada pela Secretaria Municipal da Cultura e Fundart, a exposição tem entrada gratuita.
A exposição é uma homenagem ao centenário do nascimento de Caymmi – artista que compôs inspirado pelos hábitos, costumes e as tradições do povo baiano. Diversos discos e a história do compositor podem ser conferidos no MIS.
Dorival Caymmi nasceu em Salvador, na Bahia, no dia 30 de abril de 1914. Com forte influência da música negra, desenvolveu um estilo pessoal de compor e cantar, com destaque para a espontaneidade dos versos, sensualidade e riqueza melódica.
Grande poeta popular, Caymmi compôs obras como “Saudade da Bahia”, “Samba da minha Terra”, “Doralice”, “Marina”, “Modinha para Gabriela”, “Maracangalha”, “Saudade de Itapuã”, “O Dengo que a Nega Tem”, “Rosa Morena” – entre outras.
O primeiro grande sucesso “O que é que a baiana tem?”, cantada por Carmen Miranda em 1939, não só marca o começo da carreira internacional da Pequena Notável vestida de baiana, mas influenciou também a música popular dentro do Brasil, tornou-se conhecida a ponto de ser imitada e parodiada.
Em suas composições – como “Maracangalha” (1956) e “Saudade da Bahia” (1957) - a Bahia surge como um local exótico com um discurso com referências à cultura africana, à comida, às danças, à roupa e, principalmente, à religião. Nos anos 70, condecorado pelo governo baiano, teve como sucessos Oração para Mãe Menininha (1972) e Modinha para Gabriela, da trilha sonora da novela Gabriela.
Em 60 anos de carreira, Caymmi gravou cerca de 20 discos, mas o número de versões de suas músicas feitas por outros intérpretes é praticamente incalculável. Sua obra, considerada pequena em quantidade, compensa essa falsa impressão com inigualável número de obras-primas.
Dorival Caymmi morreu aos 94 anos, de falência múltipla dos órgãos, no Rio de Janeiro, no dia 16 de agosto de 2008.
O público pode realizar a visitação no seguinte horário: de segunda à sexta-feira, das 9 às 17 horas, e aos sábados das 9h30 às 12 horas. Mais informações pelo fone: (16) 3322-9708.
SERVIÇO:
Exposição “100 Anos de Dorival Caymmi”
Local: MIS - Museu da Imagem e do Som Maestro José Tescari (Rua São Bento, 909 – Centro)
Período: até 30 de abril
Visitação: de segunda à sexta-feira, das 9 às 17 horas, e aos sábados das 9h30 às 12 horas
Entrada franca