Negativo e positivo: Em Família chega ao fim sem encantar

Autor: Fabio Maksymczuk
Fonte: http://fabiotv.zip.net/ 18/07/2014 - 01h55

“Em Família” chega ao fim nesta sexta-feira (18/07) na TV Globo. A novela das nove da TV Globo não sustentou os índices da antecessora “Amor à Vida” e, por consequência, não obteve a mesma repercussão da produção anterior. 

O maior problema de “Em Família” recaiu no horário de exibição. A trama de Manoel Carlos é uma típica novela das seis. Até poderia ter conquistado melhor desempenho no início do horário nobre.  O desenvolvimento da história de “Em Família” surge como outro entrave. Não acompanhou o ritmo das tramas anteriores que ocuparam a faixa.  Além disso, a dupla formada por Manoel Carlos e Jayme Monjardim já tinha provocado “desconfiança” em parte do público. “Páginas da Vida” e “Viver a Vida” não figuram entre os principais sucessos recentes da TV Globo. 

Júlia Lemmertz teve a oportunidade de ser a protagonista de uma novela das nove. Uma atriz que batalhou por seu espaço. Mereceu o “presente”. O retorno de Vivianne Pasmanter, que interpretou a tresloucada Shirley, é bem-vindo ao vídeo. Sentir saudades de uma atriz é um bom sinal, diante do desgaste, cada vez maior, da imagem de diversas “estrelas”. A seguir, seguem os pontos positivos e negativos: 

PONTOS POSITIVOS 

Vanessa Gerbelli: a atriz foi um dos pontos altos de “Em Família”. Ela conseguiu viver os dilemas de Juliana, uma das poucas personagens que mexiam com o telespectador. 

Leonardo Medeiros: o ator também mostrou todo o seu talento ao interpretar o advogado Nando. Conquistou a simpatia do público. 

Guilherme Leicam e Nando Rodrigues: os jovens atores aproveitaram bem a oportunidade ao interpretarem, respectivamente, Laerte e Virgílio na segunda fase da história. 

Valorização da música clássica: o crescimento do número de alunos de flauta em conservatórios é um efeito positivo, diante da propagação da música clássica na novela.  

PONTOS NEGATIVOS 

Bruna Marquezine: a atriz potencializou a chatice de Luíza. Uma coisa é ser mimada. Outra bem diferente é ser irritante. É só comparar o desempenho com Carla Marins (Joyce, em História de Amor) e Gabriela Duarte (Maria Eduarda, em Por Amor), atrizes que viveram personagens semelhantes em novelas de Manoel Carlos.  A jovem demonstrou não estar preparada para um desafio tão grande. Precisa estudar e se envolver mais na carreira artística. Badalar ao lado de Neymar na Granja Comary para ser fotografada por revistas de celebridades sinaliza um caminho perigoso. 

Gabriel Braga Nunes: o ator, que emenda uma novela em outra, desta vez, interpretou o antagonista Laerte de forma debochada. O personagem também não foi bem construído.  Ficou indefinido em grande parte da obra. 

Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Müller): o desenvolvimento da história das personagens também não cativou. Começou mal. Marina deu em cima de uma mulher até então casada com um “bom rapaz”. Depois, o marido enfrentou problemas de saúde que foram, visivelmente, atenuados na trama. E Clara já traindo “em pensamento” o companheiro.  Todo esse imbróglio causou expressiva rejeição em grande parcela do público. 

Escalação de elenco: como pode Ana Beatriz Nogueira ser mãe de Gabriel Braga Nunes? Viviane Gerbelli ser tia de Julia Lemmertz? Natalia do Vale ser mãe de Julia Lemmertz?  Haja licença poética... 

Núcleo da terceira idade: poderia ter funcionado muito melhor na novela. Ficou jogado na trama, sem ligação com o restante da obra.