Mesa redonda será nesta quinta; Funcionários também registraram Boletim de Ocorrência contra o secretário de Saúde por tê-los acusado de peculato
Autor: Luís Fernando Laranjeira
Fonte: Raphael Pena - SISMAR
18/08/2014 - 23h04
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) já marcou uma mesa redonda para a próxima quinta-feira, 21, às 9h30 e convocou a Prefeitura para negociar com o Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região (SISMAR), na presença do Gerente Regional do Trabalho e Emprego, a melhoria das condições de trabalho na UPA Central, tendo em vista a sobrecarga de trabalho, o número insuficiente de funcionários e as denúncias de falta de material de limpeza para desinfetar a unidade de saúde.
O SISMAR acionou oficialmente a Gerência Regional do MTE desde segunda-feira, 11, para que ajude a resolver o problema vivido pelos servidores com o fechamento da UPA da Vila Xavier e a consequente sobrecarga de atendimentos na UPA Central, única unidade de urgência e emergência aberta na cidade 24 horas por dia.
A UPA Central vive dias de terror depois do fechamento da Unidade da Vila Xavier. São de três a cinco médicos por plantão para atender a cidade inteira e uma escala reduzida de enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares administrativos. O espaço físico é muito reduzido para o atendimento digno e adequado à população, com poucos leitos para observação, espaço minúsculo na sala de sutura, o que dificulta demais o trabalho seguro da enfermagem.
Na sexta-feira, 18, diretores do SISMAR estiveram na UPA Central para impedir que a população agredisse os servidores, diante de tanta demora causada pela concentração de todos os pacientes da cidade em um lugar só.
Para complicar ainda mais o ambiente, Álvaro Guedes, secretário Municipal de Saúde, culpou os servidores, pela imprensa, de terem “sumido” com o material de limpeza e de estarem fazendo “corpo mole” para atrasar o atendimento. As acusações do secretário viraram caso de Polícia. Os servidores da UPA foram à delegacia e registraram um Boletim de Ocorrência e vão representar contra Guedes por calúnia, por acusar falsamente de crime.