Reunião nesta quarta (03) inicia preparativos para a Marcha de 2015
02/09/2014 - 02h45
Na quarta-feira (03), a Coordenadoria Executiva de Políticas de Promoção da Igualdade Racial irá realizar uma reunião, no Centro de Referência Afro Mestre Jorge, para organizar a Marcha das Mulheres Negras que acontecerá em Brasília em 2015. O início do encontro está previsto para às 19 horas.
“Todas as mulheres que queiram somar nessa luta estão convidadas”, explica Alessandra de Cássia Laurindo, coordenadora municipal de Promoção de Igualdade Racial.
De acordo com a coordenadora, a idéia é convocar todas as forças do movimento de mulheres negras do Estado de São Paulo. “Queremos, juntas, construir a Marcha das Mulheres Negras 2015. Este é um momento importante da luta por um Brasil com soberania, com desenvolvimento social e econômico, sem racismo, discriminação, homofobia, machismo e intolerância religiosa”, defende. “Por um novo Brasil sem preconceito e discriminação de qualquer natureza, que reconheça a voz das mulheres negras”.
Alessandra ainda lembra que o desenvolvimento social e econômico no Brasil impacta profundamente na vida das mulheres negras e uma das conseqüências é a morte prematura de jovens e mulheres negras.
Segundo Alessandra, a reunião em Araraquara contará com a presença de Silvana Veríssimo, representante do Fórum Nacional das Mulheres Negras. “A Silvana vem para dialogar sobre o que é a Marcha, os objetivos e traçar um panorama de como as mulheres estão se organizando em âmbito nacional para participarem”, conta, lembrando que são aguardadas mulheres representantes de partidos, sindicatos e centrais sindicais, ONGs, igrejas, movimentos populares, organizações estudantis de mulheres e de juventude.
Vale destacar que o Centro de Referência Mestre Jorge está em novo endereço, na área central da cidade: Avenida Feijó, nº 223 (entre as ruas 0 e 1). Mais informações pelos fones: (16) 3322-8316 ou 3333-2035.
Confira os objetivos da Marcha das Mulheres Negras:
• Luta intransigente contra o racismo e discriminação racial
• Luta pelo fim do machismo, sexismo e de toda violência de gênero, identidade de gênero e orientação sexual
• Luta pelo fim da pobreza
• Luta por mais emprego, melhores salários e igualdade salarial para as mulheres negras
• Luta contra a exploração sexual das crianças e adolescentes
• Luta contra todas as formas de violência
• Luta contra a intolerância religiosa, respeito e preservação das religiões de matrizes africanas
• Preservação da biodiversidade e meio-ambiente, em defesa das Quilombolas, das Mulheres do Campo, da Floresta e das Águas.
• Direito a educação pública de qualidade e acesso e permanência na universidade
• Direito a saúde e direitos reprodutivos
• Defesa da moradia digna, do direito à cidade e à urbanidade
• Valorização da trabalhadora doméstica PEC 72/13.
• Empoderamento da mulher negra
• Contra o Genocídio da Juventude Negra e Periférica
• Por mais poder político para as mulheres negras
• Pelo reconhecimento e titulação de terras para as mulheres quilombolas
• Pela implementação da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) alterada pela Lei 10.639/03
• Pelo reconhecimento e preservação dos saberes materiais e imateriais da população negra (cultura, tecnologia, arquitetura, culinária, etc.)
• Por uma política de comunicação de enfrentamento ao racismo com a consolidação de uma mídia igualitária, democrática e não racista