RedeTV! se destaca na cobertura das Eleições 2014

Autor: Fabio Maksymczuk
Fonte: http://fabiotv.zip.net/ 07/10/2014 - 01h02

Urnas apuradas. Dilma Rousseff e Aécio Neves se enfrentarão no segundo turno das eleições presidenciais. Mais uma vez, as pesquisas eleitorais não “perceberam” que o candidato tucano estava mais próximo da presidenta. Um desastre aconteceu no Rio Grande do Sul. Nem a boca de urna identificou a liderança isolada e consistente do ex-prefeito de Caxias do Sul, José Ivo Sartori. Se isso acontece em disputas políticas, imaginem os números auferidos pelo Ibope na programação televisiva.... Credibilidade arranhada, mais uma vez. 

A apuração dos votos dominou a programação da TV brasileira no domingo (05/10). A RedeTV! se destacou nesta cobertura. Cedeu grande espaço da grade para o momento cívico. Foi a única emissora da TV aberta a exibir os pronunciamentos de Dilma, Aécio e Marina, após o anúncio dos percentuais pelo TSE. A Band, emissora com forte viés jornalístico, cortou o momento para a exibição do “Pânico”. 

A TV Gazeta também explorou as eleições. Maria Lydia entrevistou personalidades do mundo político, como o ex-governador de São Paulo, Claudio Lembo. Porém, a jornalista demonstrou “fervor” pela vitória do PSDB, em São Paulo. Até indagou se a população ficou com “pena” de Alckmin pelos ataques disparados por adversários. A apresentadora “somente” esqueceu que o “tucano” atacou deliberadamente Paulo Skaf. A campanha do governador reeleito até explorou a ideia do candidato do PMDB cobrar mensalidade em escola pública. 

Aliás, parte da mídia acusa Dilma de explorar inverdades sobre Marina. Só que em São Paulo, na disputa para governador, isso é sequer levantado. “No governo federal, o PT já está há 12 anos. É importante a alternância do Poder para a democracia”, defendem os arautos. Só que em São Paulo, o PSDB comandará o Estado por 24 anos.... A parcialidade da mídia paulista é aberrante. 

A Rádio Jovem Pan, evidentemente, também acompanhou o desenrolar da votação. A cobertura ficou marcada por diversas “gafes”. O repórter informou aos ouvintes sobre os deputados eleitos pelo PRB. Anunciou Sergio Reis e salientou: não, não é o cantor. Só tem o mesmo nome. Como assim?!  Também frisou que o candidato ao Senado pelo PV, Kaká Werá, estava com zero voto. “Nem ele votou nele”, bradou. O indígena está enquadrado na ficha suja. Por isso, o Tribunal não anunciou a votação. No mínimo, desinformado. Sabe o que eu fiz? Desliguei o rádio. Simples. 

Nestas coberturas eleitorais, reafirma-se a quebra do velho mito da “imparcialidade” do jornalismo.