Programa DST/Aids realiza Semana Nacional de Combate à Sífilis

Ação terá início no sábado e contará com palestras e testes rápidos

10/10/2014 - 00h07

Em alusão ao Dia Nacional de Combate à Sífilis (18 de outubro), a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Coordenadoria das Vigilâncias em Saúde – Programa DST / AIDS, realiza a Semana Nacional de Combate à Sífilis. A abertura da ação será no sábado (11), na Praça Santa Cruz, às 9h.

O objetivo principal da campanha é orientar a população sobre como se prevenir da doença e os cuidados necessários para que não ocorra a transmissão. A Semana seguirá até 18 de outubro e contará com uma extensa programação, como rodada de palestras e testes rápidos gratuitos. As atividades agendadas podem ser conferidas no site da Prefeitura (www.araraquara.sp.gov.br).

Para a gerente do Programa DST/Aids, Célia Regina Gonçalves de Souza, a campanha é necessária para orientar a população sobre os riscos da sífilis. “Precisamos conscientizar a população, já que a prevenção ocorre de forma simples. A sífilis é uma doença que tem cura, porém o tratamento é longo”, destacou a gerente.

A Doença

A sífilis é uma doença infecciosa e pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com alguém infectado; sangue contaminado ou pela mãe infectada para o bebê durante a gestação ou parto.

Os primeiros sintomas da doença são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas (ínguas), que surgem entre o 7º e 20º dias após o sexo desprotegido com alguém infectado. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Mesmo sem tratamento, essas feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz. Mas a pessoa continua doente e a doença se desenvolve. Ao alcançar um certo estágio, podem surgir manchas em várias partes do corpo (inclusive mãos e pés) e queda dos cabelos.

Após algum tempo, que varia de pessoa para pessoa, as manchas também desaparecem, dando a ideia de melhora. A doença pode ficar estacionada por meses ou anos, até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas cardíacos, podendo, inclusive, levar à morte.

Recomenda-se procurar um profissional de saúde, pois só ele pode fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado, dependendo de cada estágio. É importante seguir as orientações médicas para curar a doença.

*Com informações do Ministério da Saúde