Autor: Fabio Maksymczuk
Fonte: http://fabiotv.zip.net/
16/10/2014 - 02h55
No último sábado (11/10), o SBT estreou “Cozinha sob Pressão”, sob comando de Carlos Bertolazzi. A emissora escalou o reality para a faixa das 18 horas. Normalmente, esse tipo de atração ganhava espaço a partir das 20 horas.
A nova aposta de Silvio Santos vem no rastro do “MasterChef”, programa similar que conquista boa performance na Rede Bandeirantes. Para o telespectador comum, o SBT pode passar a impressão de apenas “copiar” a Band.
Há diferenças entre os dois realities. Bertolazzi encarna a figura de “chef” severo e intransigente. Uma espécie de “Justus da cozinha”. No final do episódio, o programa mostrou um aperitivo nada agradável do comportamento do chef na próxima edição. Berrou. Gritou. Humilhou os competidores. Na Band, o trio formado por Henrique Fogaça, Paola Carosela e Erick Jacquin também é exigente, mas não esbraveja ou surrupia os candidatos. O apresentador do SBT poderá facilmente passar do limite tolerável.
Qual é a graça de acompanhar um homem humilhar os participantes? Justus caiu nesta armadilha nas primeiras temporadas do Aprendiz e isso permanece na imagem do empresário junto ao telespectador. Bertolazzi trilhará um caminho perigoso. Neste primeiro programa, o “chef carrasco” pegou o nhoque preparado erroneamente por uma cozinheira e jogou na mesa. Deselegante.
Outra diferença é o perfil dos “pressionados”. Todos estão envolvidos, profissionalmente, com a gastronomia. No “MasterChef”, teoricamente, são amadores.
A edição do “Cozinha Sob Pressão” lembrou, e muito, o estilo de “O Aprendiz”. A Fremantle está por trás dos dois programas. Cortes. Ritmo acelerado. Há ainda um locutor que narra os acontecimentos. Igual ao “PopStars”.
“Cozinha Sob Pressão” terá o desafio de não pressionar a tolerância do telespectador.