Cadastro de artistas segue até o dia 10 de fevereiro colhendo informações para uma primeira compilação de dados
Fotógrafo: João Carlos
13/11/2014 - 01h29
Os artistas de Araraquara já podem fazer seu cadastro no mapeamento de artistas locais, projeto lançado na noite de terça-feira (11) no Palacete das Rosas Paulo A.C. Silva. De forma virtual ou física, o cadastro constitui-se de um banco de dados para artistas e gestores culturais da cidade.
Instituído por meio do Conselho Municipal de Cultura, com o apoio da Secretaria Municipal da Cultura e Fundart, o projeto é idealizado há tempo pelos artistas e, somente agora, tomou forma de maneira colaborativa. “Agradeço imensamente a colaboração da equipe da Secretaria Municipal da Cultura e do Conselho Municipal da Cultura, especialmente a Rafael Barone (música), Carol Gierwiatowski (Teatro), Neila Dória (Dança) e Assis Furtado (Literatura) pela dedicação neste projeto, pelo empenho e por se colocarem sempre à disposição. Todos os artistas da cidade, assim como nós do poder público, agradecemos a iniciativa e realização deste Mapeamento”, defendeu o secretário municipal da Cultura, Renato Haddad.
Diversos artistas estiveram presentes na cerimônia que lançou o projeto. “A presença dos artistas aqui neste lançamento é sinal de prestígio, principalmente do Conselho Municipal de Cultura que está à frente do Mapeamento”, apontou Haddad.
A presidente da Fundart, Del Fiocco, lembrou que o banco de dados será utilizado como uma importante plataforma de diálogo entre artistas da cidade e instituições e será um cadastro eficiente para consultas, o que facilitaria a montagem da agenda cultural do município, a contabilidade envolvendo os artistas da cidade e a elaboração de editais.
Rafael Barone, conselheiro suplente da linguagem Música e da comissão formada para as questões do mapeamento, enfatizou que o sucesso da coleta será chegar ao maior número de artistas e gestores culturais possível. “Hoje abordaremos de forma geral o projeto e solicitamos que a idéia do Mapeamento seja passada adiante, a outros artistas. É importante a comunicação entre os artistas da cidade para fomentarmos este cadastro”, destacou.
De acordo com Carol Gierwiatowski, por meio da coleta de dados serão encontrados os indicadores a respeito das várias linguagens artísticas. “Atingindo um maior número de pessoas neste Mapeamento, poderemos realizar um diagnóstico da nossa cultura com informações concretas sobre demanda e também deficiência. Tudo isto poderá nos nortear para promover políticas públicas e atender estas demandas, a também tornando mais fácil a visualização dos indicadores. Além disto, o cadastro é uma exigência do Sistema Nacional de Cultura que visa compor o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC)”, lembrou a conselheira representante dos artistas de Teatro. “Nosso Mapeamento é a versão municipal do SNIIC”.
A atriz Marcela Barbosa lembrou que a Mapeamento é uma solicitação antiga dos artistas da cidade. “Há muito tempo falamos disso... acho que desde 2006. A iniciativa é muito positiva e mostra que o Conselho está ativo e querendo fazer! Esta é uma necessidade dos artistas que trabalham no circuito independente, nós temos essa necessidade”, disse.
Cadastro - As linguagens do cadastro implicam: Teatro, Circo, Dança, Literatura, Cine/Foto/Vídeo, Artesanato, Artes Visuais, Música, Capoeira, Cultura Popular Urbana e Gestor/Produtor Cultural. O cadastramento será um pré-requisito para participação em eventos e projetos institucionais produzidos pela Secretaria Municipal de Cultura que compõem a agenda cultural da cidade, sendo eles via edital ou não.
Barone contou que a plataforma utilizada para o cadastro estará disponível na internet – na página da Prefeitura de Araraquara, no Facebook e também em blogs que queiram colaborar com a divulgação. “Os artistas poderão se cadastrar online ou fisicamente. Queremos contemplar desde os artistas que têm acesso aos meios de comunicação virtuais, até artistas populares e comunidades que não possuem acesso facilitado”, detalha Barone. “O formulário impresso ficará disponível na Casa da Cultura, Palacete e Centro de Artes e Ofícios.” Vale lembrar que os artistas que se enquadrem em mais de uma linguagem deverão preencher o cadastro em cada uma delas (as questões se diferem de acordo com as linguagens), porém sem a necessidade de preencher novamente os dados pessoais.
“Seguimos com o Mapeamento até o dia 10 de fevereiro. Aí iremos compilar os dados para divulgação em março. É bom deixarmos claro que o cadastro não se acaba neste período. Ele será continuo, porém de tempo em tempo necessitaremos unificar os dados”, comenta o conselheiro.
Depois da apresentação do projeto, três computadores foram colocados à disposição dos artistas presentes para o cadastro. A bailarina Moema Guimarães foi a primeira a iniciar o cadastro. “Temos muitos artistas bons e coisas boas aqui. Este cadastramento é uma forma de nós, artistas, nos encontrarmos e concentrarmos forças. É um mapa real para sabermos ‘onde estamos’”, defendeu a bailarina, lembrando que considerou bastante positivo o aproveitamento das novas mídias no projeto. “Facilita a pesquisa, o conhecimento de novos artistas”, disse lembrando que em seu novo espetáculo, “Rouxinol”, por meio da internet chegou a músicos do Líbano e Israel.
A atriz Marcela acredita que os artistas de Araraquara querem se fortalecer e estão prontos para trabalharem unidos neste sentido. “Essa é nossa essência e tem a ver com a história cultural da cidade. Atuamos em nossa profissão, que é um bem para a sociedade como um todo. O Mapeamento vai contribuir para o nosso fortalecimento”.