O que é e o que causa a Mpox?
Fotógrafo: Ilustração
25/02/2026 - 19h10
A Mpox (doença anteriormente conhecida como varíola dos macacos) tem sido assunto frequente nos noticiários e nos órgãos de saúde pública em todo o mundo. Para evitar pânico e o espalhamento de desinformação, é fundamental entender o que é essa infecção, como ela age no corpo e, principalmente, quais são as medidas de prevenção.
Abaixo, preparamos um guia informativo completo com tudo o que você precisa saber sobre a doença.
O que é e o que causa a Mpox?
A Mpox é uma zoonose viral (doença transmitida aos humanos a partir de animais) causada pelo vírus da mpox (MPXV), que pertence ao gênero Orthopoxvirus — a mesma família do vírus causador da varíola humana, erradicada no mundo em 1980.
Apesar do nome original "varíola dos macacos", os primatas não são o principal reservatório do vírus. Na natureza, os roedores são os hospedeiros mais prováveis. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a mudança do nome para "Mpox" para evitar estigmas e preconceitos relacionados aos animais.
Como ocorre a transmissão?
A transmissão de pessoa para pessoa ocorre principalmente por meio do contato próximo e direto. As principais formas de contágio incluem:
Contato direto com lesões: Tocar nas feridas, crostas ou fluidos corporais de uma pessoa infectada.
Contato íntimo ou sexual: Beijos, abraços, massagens ou relações sexuais com alguém que esteja com a doença.
Secreções respiratórias: Exposição a gotículas respiratórias durante contato prolongado face a face (como conversas muito próximas).
Objetos contaminados (fômites): Compartilhar roupas, toalhas, lençóis ou talheres que foram usados por uma pessoa infectada e não foram devidamente higienizados.
Gestação: A mãe pode transmitir o vírus para o feto durante a gravidez ou no momento do parto por contato direto.
Quais são os principais sintomas?
Os sintomas costumam aparecer de 3 a 17 dias após a exposição ao vírus. A doença geralmente começa com sinais que lembram uma gripe forte e evolui para lesões na pele.
Os mais comuns são:
Febre súbita e calafrios.
Dor de cabeça e dores musculares (costas e corpo).
Inchaço dos gânglios linfáticos (ínguas), frequentemente no pescoço, axilas ou virilha.
Cansaço extremo e fraqueza.
Erupções cutâneas (feridas): Surgem bolhas ou feridas que podem aparecer no rosto, mãos, pés, peito, boca ou nas regiões genitais e anais.
Quais são os tratamentos disponíveis?
Na grande maioria dos casos, a Mpox é uma doença autolimitada, ou seja, cura-se sozinha após o ciclo do vírus (geralmente entre 2 e 4 semanas). O tratamento padrão é focado no alívio dos sintomas:
Suporte clínico: Uso de analgésicos e antitérmicos para dor e febre.
Cuidados com as lesões: Manter as feridas limpas e secas para evitar infecções bacterianas secundárias.
Antivirais: Para casos graves ou pacientes com o sistema imunológico comprometido, médicos podem receitar antivirais específicos (como o Tecovirimat), desenvolvidos originalmente para outras formas de varíola.
Isolamento: É obrigatório o isolamento do paciente até que todas as crostas das feridas caiam e uma nova camada de pele se forme, indicando o fim da fase de transmissão.
Como prevenir?
A prevenção é a ferramenta mais eficaz para frear a disseminação do vírus. As recomendações dos órgãos de saúde incluem:
Evite contato direto: Não tenha contato próximo (pele com pele) com pessoas que apresentem feridas ou erupções cutâneas suspeitas.
Não compartilhe itens pessoais: Evite compartilhar roupas, roupas de cama, toalhas e talheres com pessoas que estejam sob suspeita ou confirmação da doença.
Higiene rigorosa: Lave as mãos frequentemente com água e sabão ou use álcool em gel 70%, especialmente antes de comer, tocar o rosto ou após usar o banheiro.
Uso de preservativos: Embora a Mpox não seja classificada exclusivamente como uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), o uso de preservativos é altamente recomendado, além da redução do número de parceiros sexuais casuais durante surtos.
Vacinação: A vacina (como a JYNNEOS) existe e é disponibilizada pelos sistemas públicos de saúde de forma estratégica, focada geralmente em grupos de alto risco, pessoas que tiveram contato direto com casos confirmados ou profissionais de saúde que lidam com o vírus.
Importante: Ao notar qualquer sintoma suspeito, especialmente o surgimento de feridas inexplicáveis na pele aliadas a febre, procure uma unidade de saúde imediatamente e evite o contato com outras pessoas.