Fotógrafo: Assessoria de Comunicação da Prefeitura
08/07/2026 - 14h54
Mostra de Fabio Eugenio reúne esculturas inéditas de espécies brasileiras e propõe uma reflexão sobre ancestralidade, biodiversidade e mudanças climáticas a partir da Árvore da Vida
A exposição “Dinossauros na Árvore da Vida”, idealizada pelo biólogo, ilustrador e artista visual Fabio Eugenio, está em cartaz no Centro Municipal de Educação Ambiental (CMEA), localizado no Parque do Basalto, até 5 de dezembro. A visitação é gratuita, de terça a domingo, das 8h às 18h.
Os dinossauros costumam despertar fascínio em pessoas de todas as idades. Nesta exposição, porém, eles são apenas o ponto de partida para uma viagem muito maior: uma experiência que une arte, imaginação e história natural para revelar como a vida se transforma ao longo de milhões de anos.
Reunindo esculturas inéditas de espécies que habitaram o território brasileiro, ilustrações e um grande painel sobre a Árvore da Vida, a mostra convida o público a enxergar os dinossauros para além dos estereótipos, aproximando-os de temas como evolução, ancestralidade, biodiversidade e mudanças climáticas que moldaram, e continuam moldando, o planeta.
Fabio Eugenio dedica sua trajetória à criação de imagens voltadas à divulgação científica. Na exposição, ele propõe um encontro entre sensibilidade artística e conhecimento, convidando o visitante a vivenciar essa experiência em diálogo com a paisagem do Parque do Basalto, onde geologia, natureza e educação ambiental integram a narrativa. É um convite para olhar o passado profundo da Terra e, ao mesmo tempo, refletir sobre o futuro que estamos construindo.
De acordo com o ilustrador, “a evolução nos sensibiliza para compreender que as diferenças surgem justamente das semelhanças que compartilhamos. E a semelhança comum a todos os seres é a capacidade, a virtude, da adaptação.”
Um grande painel contextualiza esses seres pré-históricos na Árvore da Vida, revelando as relações de parentesco entre as espécies e apresentando conceitos como evolução, adaptação, ancestralidade e extinção.
A mostra reúne seis esculturas inéditas, com dimensões entre 35 e 95 centímetros, que retratam cinco espécies brasileiras: Oxalaia quilombensis, Uberabatitan, Pycnonemosaurus, Saturnalia tupiniquim e o pterossauro Tupandactylus. As obras são acompanhadas por um painel infográfico que contextualiza essas espécies na “Árvore da Vida”, reforçando os conceitos apresentados ao longo da exposição.
As esculturas buscam humanizar esses animais ao retratar comportamentos naturais, como o descanso e o cuidado parental, afastando-se da representação tradicional dos dinossauros como “monstros”. “Procurei fugir do estereótipo criado pela grande mídia, que quase sempre apresenta os dinossauros como monstros que só fazem matar ou morrer. Se cavalos e elefantes se deitam, os dinossauros também deviam se deitar. Imaginá-los vivos. Vivendo”, afirma Fabio Eugenio.
A realização da mostra em um espaço que abriga um importante afloramento de rochas vulcânicas, cercado por remanescentes de Cerrado e Mata Atlântica, amplia essa narrativa ao conectar a história profunda do planeta com os desafios da preservação ambiental contemporânea. Assim, a exposição utiliza a paleontologia e a arte para sensibilizar o público sobre a fragilidade da vida, a crise climática e a responsabilidade coletiva na conservação da biodiversidade.
Segundo o ilustrador, “As grandes extinções representam ramos interrompidos da Árvore da Vida (…) A arte nos convida a um olhar para nós mesmos enquanto responsáveis. Ainda podemos escolher nossos caminhos, mas essa escolha precisará ser coletiva”.